quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Analogia




Analogia
No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês.

O primeiro pergunta ao outro:-

Você acredita na vida após o nascimento?

- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento.

Talvez estejamos

aqui principalmente

porque nós precisamos nos

preparar para o que

seremos mais tarde.-

Bobagem, não há vida após o nascimento.

Como verdadeiramente seria essa vida?-

Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui.

Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.

-Isso é um absurdo!

Caminhar é impossível.

E comer com a boca?

Étotalmente ridículo!

O cordão umbilical nos alimenta.

Eu digo somente

uma coisa:

A vida após o nascimento está excluída

– o cordão umbilical é muito curto.

- Na verdade, certamente há algo

Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.-

Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento.

O parto apenas encerra a vida.

E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.

- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento,

mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

- Mamãe?

Você acredita na mamãe?

E onde ela supostamente está?

- Onde?

Em tudo à nossa volta!

Nela e através dela nós vivemos.

Sem ela tudo isso não existiria.

- Eu não acredito!

Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.

- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio,

você pode ouvi-la cantando,

ou sente, como ela afaga nosso mundo.

Saiba, eu penso que só então a vida real

nos espera e agora apenas

estamos nos preparando




Achei este texto lindo e muito interessante, espero que gostem, achei nesse blog abaixo

visitem é muito bom de se ler.


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Os Meninos de todas as cores

Era uma vez um menino branco, chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos e dizia:

É bom ser branco
Porque é branco o açúcar, tão doce,
Porque é branco o leite, tão saboroso,
Porque é branca a neve, tão linda.

Mas, certo dia, o menino partiu numa grande viagem e chegou a uma terra onde todos os meninos são amarelos. Arranjou uma amiga chamada Flor de Lótus, que, como todos os meninos amarelos, dizia:

É bom ser amarelo
Porque é amarelo o Sol
É amarelo o girassol
Mais a areia amarela da praia.

O menino branco meteu-se num barco para continuar sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos. Fez-se amigo de um pequeno caçador chamado Lumumba, que, como os outros meninos pretos, dizia:

É bom ser preto
Como a noite
Preto como as azeitonas
Preto como as estradas que nos levam
Por toda a parte

O menino branco entrou depois num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos. Escolheu para brincar aos índios um menino chamado Pena de Águia. E o menino vermelho dizia:

É bom ser vermelho
Da cor das fogueiras
Da cor das cerejas
E da cor do sangue bem encarnado.

O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos. Aí fazia corridas de camelo com um menino chamado Ali-Babá, que dizia:

É bom ser castanho
Como a terra do chão
Os troncos das árvores
É tão bom ser castanho como um chocolate.

Quando o menino branco voltou à sua terra de meninos brancos, dizia:

É bom ser branco como o açúcar
Amarelo como o Sol
Preto como as estradas
Vermelho como as fogueiras
Castanho da cor do chocolate.

Enquanto, na escola, os meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas com meninos sorridentes de todas as cores.

Autora: Luisa Ducla Soares





quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Arnaldo Jabor


“Ama- se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera."


Arnaldo Jabor

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um pedacinho de mim ...


"Só me conhece quem um dia olhou nos meus olhos... Encostou-se à minha pele... Ouviu a minha voz... Recebeu minha atenção... Deu-me a mão... O resto... É resto... E deixo por dito... Que o melhor está guardado... Aqui... Dentro dos meus olhos, na minha mente e no meu coração...Não gosto de definições, pois estas limitam... Sou muito mais que meras palavras"...

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Presente de uma amiga


“Eu sou o que Posso na medida em que me permitem.
Quando Posso Eu ultrapasso as fronteiras...
Quando não posso do meu limite faço arte.
Sou semelhante ao rio.
Se me Barram, Eu aprofundo "



(AD)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Pessoa



Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?

Fernando Pessoa

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Encontrei pelas minha andanças na internet


"Eu gosto de gente grande,
gente larga, gente espaçosa -
por dentro - gente com varanda,
cobertura, pátio e vista, gente ampla,
gente latifúndia - produtiva ou não -
gente crescida e crescente ,
gente expandida, expansiva,
gente onde cabe gente dentro,
gente em que a gente pode se hospedar,
pode morar, pode deitar e rolar,
gente onde há vagas...gente assim como voce!

domingo, 4 de setembro de 2011



Me dão mingaus, caldos quentes, me dão prudentes conselhos,
eu quero é a ponta sedosa do teu bigode atrevido, a tua boca de brasa.
Adélia Prado

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Gandhi


Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.

Mahatma Gandhi